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Maratona para 'cardíacos' alerta para a escassez da reabilitação Imprimir e-mail
12-Apr-2010
Carlos São Marcos juntou ontem alguns "amigos do coração" para fazer duas das coisas que mais gosta: exercício físico e conviver.

A minimaratona do congresso de cardiologia é mais um desafio para os seus improváveis 75 anos, que tanto o orgulham. Mas não tanto como a resistência e bom humor que mantém após três enfartes, nove cirurgias e um cancro da próstata.

Ao DN diz que "a dor no coração é incomparável com qualquer outra. Sentimos que limita imenso a nossa condição humana", refere, acrescentando que o convívio com os amigos do clube de doentes coronários o ajudou.

A prática de exercício sempre existiu, mas agora está condicionada. "Vou fazer dois km de caminhada. O Dr. Miguel Mendes não me deixa fazer mais. Às vezes faço uns abusozitos", brinca. Agora quer ter tempo para os filhos e netos. "Não fiz nada para vir para cá, por isso não quero fazer para sair".

O primeiro-ministro José Sócrates marcou presença nesta minimaratona, que teve uma nuance. O percurso de dois ou quatro quilómetros era cardioprotegido, com a presença de técnicos do INEM e desfibrilhadores automáticos caso necessário. Miguel Mendes, cardiologista em Santa Cruz, recorda que só 3% dos 20 mil doentes que precisam fazem reabilitação cardíaca no País, exercício monitorizado que "reduz em 25% o risco de novo enfarte".

Fonte: Diário de Notícias