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Doentes cardíacos depressivos beneficiam da Reabilitação Cardíaca Imprimir e-mail
15-Feb-2010

Os doentes que se tornam depressivos após um grande evento cardíaco, como um enfarte do coração, apresentam um risco significativamente maior de morrer do que doentes não deprimidos. Mas a reabilitação cardíaca e o exercício físico podem diminuir substancialmente a depressão e a mortalidade associada.


A depressão e os sintomas depressivos desenvolvem-se em mais de 20% dos doentes com doença cardíaca e a depressão continua a ser “subvalorizada como factor de risco coronário”, nota o Dr. Richard V. Milani e Carl J. Lavie, de Ochsner Medical Center, New Orleans, Louisiana .

Nesta investigação analisaram o impacto da reabilitação cardíaca na depressão e na mortalidade a longo-prazo em 522 doentes com doença arterial coronária. Os doentes completaram a reabilitação cardíaca entre Janeiro de 2000 e Julho de 2005, e apresentavam uma média de idades de 64 anos. Os investigadores compararam estes doentes com um grupo controlo de 179 pacientes com doença arterial coronária que nãocompletaram a reabilitação.

Dos 522 doentes do grupo de reabilitação, 91 (17 %) apresentavam sintomas depressivos no início. A prevalência da depressão diminuíu 63 %, passando de 17% para 6%, após a reabilitação.

As taxas de mortalidade foram 4 vezes maiores entre os doentes deprimidos após a reabilitação, em comparação com doentes não-deprimidos (22 % versus 5%). No entanto, os doentes deprimidos que completaram a reabilitação cardíaca tiveram uma diminuição de quase 4 vezes na mortalidade em comparação com doentes deprimidos que não concluíram a reabilitação cardíaca (30% versus 8 %).

De acordo com os autores, a redução da depressão e da mortalidade foi associado a melhorias na aptidão. No entanto, melhorias semelhantes na depressão foram observadas em doentes com aumentos modestos e substanciais na capacidade de exercício.

"A depressão é um fator de risco predominante e é modificável", concluiu Milani, em entrevista à Reuters Health.


Fonte:American Journal of Medicine.