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Melhorar a qualidade de vida dos doentes com DPOC Imprimir e-mail
09-Sep-2008
Aumentar a capacidade para realizar as tarefas, aumentar a autonomia, reduzir os internamentos e as deslocações às urgências hospitalares, bem como atenuar os sintomas da doença pulmonar obstrutiva crónica. Eis alguns benefícios da reabilitação respiratória.

Como é sabido, a DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica -  afecta especialmente o sistema respiratório, surgindo sintomas como a tosse, a expectoração ou a falta de ar.

Progressivamente, o indivíduo fica incapacitado para realizar actividades simples, do quotidiano.
De facto, à medida que a DPOC evolui, a falta de ar acentua-se ao ponto de dificultar a realização de actividades físicas, inclusive actos tão simples como pentear o cabelo, ir às compras, cozinhar ou cuidar das plantas.

O agravamento conduz à incapacidade e à morte e o número de óbitos por esta doença respiratória é notório. Desta forma, é essencial que o doente faça algo no sentido de travar a evolução da doença.  A RR, a par da terapêutica farmacológica, poderá alterar de forma importante a progressão da doença, permitindo uma melhor qualidade de vida.

Restaurar a autonomia do doente, na medida do possível. Este é o principal objectivo da reabilitação respiratória, a qual ajuda o doente a readquirir uma vida mais activa.

Objectivos e modo de actuação

Além de restaurar a autonomia da pessoa com DPOC, a reabilitação respiratória tem como finalidade reduzir a manifestação da sintomatologia da doença, sobretudo a falta de ar, assim como aumentar a resistência à fadiga.

Ao ter um melhor conhecimento da sua própria doença (sintomas, sinais de alarme, etc.), o doente poderá actuar mais rápida e eficazmente, utilizando os medicamentos ou as técnicas adequadas ou procurando ajuda. O exercício físico programado e controlado ajudará a melhorar a sua condição física geral.

O resultado será a melhoria da qualidade de vida, da capacidade funcional e consequentemente uma maior participação a nível familiar, social e profissional. Além do mais, contribuirá para reduzir os gastos em saúde, o número de internamentos, de consultas e de deslocações aos serviços de urgência dos hospitais.

Para realizar a reabilitação respiratória são aplicados vários componentes. Por exemplo, através das técnicas de fisioterapia respiratória, o doente aprende a tossir de forma mais eficaz, de forma a não se cansar muito, assim como a controlar a respiração e a efectuar as actividades sem se cansar demasiado.  Fará também treino muscular dos membros superiores e inferiores.

Geralmente, os exercícios são feitos de 3 a 5 vezes por semana e englobam subida e descida de escadas, marcha ou bicicleta estática. Podem ser utilizados pesos, tanto nas mãos como nos tornozelos. 

O programa de reabilitação respiratória é definido consoante as necessidades, problemas e limitações de cada doente. Será necessária uma equipa multidisciplinar, na qual poderão estar envolvidos pneumologistas, fisiatras, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, entre outros.

A reabilitação poderá estender-se por vários meses, sendo que a abordagem nutricional é deveras importante. Isto porque a redução de peso nos doentes obesos ou com excesso de peso e o aumento de peso nos doentes magros contribuem para melhorar a qualidade de vida.



Fonte: paraquenaolhefalteoar.com